COMEPHERELINE – ANTI RUGAS E ATIVO DE AUMENTO DO BUSTO
CÁPSULA DA BELEZA – TRATAMENTO DA PELE E CABELOS
a
Tratamento do Acne e Controle da Oleosidade da Pele
com TRIPLE A – ATIVO NATURAL NO COMABTE A ACNE
http://www.quintessencia.com.br/html_library/lib_view_artigos.cfm?CONTEUDO_ARTIGO_ID=15
a
Dr. Cassiano Gaspari Pupo
Fotoproteção – Uma visão médica
A pele bronzeada já foi um sinônimo de beleza e saúde. Com o avanço do
conhecimento, este conceito vem sendo combatido com apelos e advertências sobre
os danos que a exposição solar inadequada promove na pele, variando da
aceleração do processo de envelhecimento cutâneo até diversos tipos de câncer,
inclusive o melanoma. O desafio é conseguir convencer a população do risco que
se corre ao se expor deliberadamente ao sol. Apesar da educação pública sobre o
câncer de pele ter tido sucesso significativo em tornar as pessoas mais
conscientes sobre o risco da exposição solar, é ainda muito comum se ver nas
praias e piscinas comportamentos equivocados, como exposição em horários
indevidos, o não uso de filtros solares, crianças desprotegidas, com pais
omissos e a alta incidência de pessoas com queimaduras solares nos consultórios
dermatológicos, durante o verão. Por que os seres humanos, especialmente as
mulheres jovens, estão dispostos a colocar sua saúde em risco por um bronzeado?
O pavão tem vontade de anunciar que está disponível para acasalar com outros,
com o risco de exibir sua disponibilidade como almoço para predadores. Todos
estamos geneticamente programados para tolerar um certo risco de morte para
ficar “sexy”. Como bronzeado é igual à sexualmente desejável, só podemos desejar
boa sorte aos esforços de saúde pública.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), eram esperados 86.525 novos casos de câncer de pele no Brasil em 2004, o tipo de câncer que apresenta maior incidência entre a população brasileira. Os números são alarmantes e mostram a necessidade da mobilização de médicos, sociedade e mídia no sentido de divulgar informações que contribuam à prevenção deste mal.
Não penso que deva discorrer aqui sobre qual substância fotoprotetora é melhor ou pior, mas sim reforçar a importância da fotoproteção, que não se resume ao uso dos filtros solares, mas sim envolve alguns ou tros aspectos (de puro bom senso), como evitar a exposição solar nas horas mais quentes do dia, usar roupas adequadas, chapéus, óculos escuros e proteger a pele das crianças, pois se sabe que a forma de exposição solar até os 18 anos de vida é crucial para se desenvolver um câncer de pele ou não. É importante que os fotoprotetores apresentem alto FPS contra os raios UVA e UVB e que sejam aplicados segundo técnicas apropriadas.
Cada aplicação, no corpo inteiro, exige 30 a 60 gramas de protetor solar, aproximadamente o conteúdo de um cálice de uísque, devendo ser reaplicado a cada 2 horas.
São muitas as doenças de pele causadas ou influenciadas pela luz solar, as chamadas fotodermatoses. Elas são, na grande maioria, devida ao ultravioleta; o UVB causa eritema, pigmentação e alterações que induzem ao câncer cutâneo; o UVA, de maior penetração, além da pigmentação e da indução ao câncer, é o principal indutor de fotossensibilidade, que são reações anormais da pele à luz UV associada a substâncias exógenas, sobretudo medicamentos, produzindo quadros inflamatórios de gravidade variável.
Sem dúvida, o grande problema da exposição solar inadequada é o câncer de pele, sendo o tipo basocelular o mais comum, com 65% dos casos, seguido pelo carcinoma espinocelular, com 15%. Em ambos, o prognóstico é favorável, sobretudo em casos recentes e adequadamente tratados, porém não se pode dizer o mesmo sobre o melanoma, que apresenta altas taxas de mortalidade. Esses são os três tipos mais comuns, todos com relação direta com a exposição à radiação ultravioleta do sol ou artificial (bronzeamento artificial), e o número de casos não pára de crescer. Para reduzir esta casuística, acredito que “prevenir ainda é o melhor remédio”. Essa é a visão médica da fotoproteção.
Dr. Cassiano Gaspari Pupo